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Quando o mundo parece acabar… Por: Celine
Aqui postamos o ultimo capitulo da Fanfic da Celine.
Capitulo 29
Mais umas enfermeiras estiveram-lhe e desinfectar todas as feridas e a tratar dela. A sua ferida do abdómen foi tratada e ela não se podia mexer, para que não voltasse a sangrar.
Passados uns longos minutos, as enfermeiras lá abandonaram a sala, deixando Sónia sozinha. Ela sentou-se na cama de hospital e pensava no que havia de fazer. Decidiu levantar-se da cama e gemeu de dor ao pôr-se de pé. Respirou fundo e saiu da sala, olhando para todos os lados para ver se alguém a olhava. Andou pelo extenso corredor e só ouvia gritos de dor, choros ou médicos e médicas a passarem de um lado para o outro. Caminhou mais um bocado até que entrou noutra divisão do hospital. Desta vez havia silêncio, parecendo que não havia ninguém ali. Havia outro extenso corredor e avistou que ao fundo deste havia uma saída de emergência. Viu a sua oportunidade de escapar dali e começou a caminhar. Mas… Mas o que se passava com ela? Estava a sentir-se fraca e tonta. Continuou a andar, já estava quase a chegar à saída, mas acabou por cair no chão de joelhos. Uma grande clarão surgiu à sua frente e ela teve de tapar os olhos com o braço. E foi aí que viu! Ali estava ela, vestida de branco com os cabelos soltos. A sua mãe estava mesmo à sua frente! Não, não podia ser! Estaria ela morta?
- Mãe?
- Sim, Sónia, estou aqui! – disse-lhe, ajoelhando-se à frente de Sónia.
- Preciso tanto de ti, mãe! Por favor não vás embora! – e abraçou-a, já chorando. – Eu quero ficar contigo!
- Ainda não é a altura certa, Sónia. – respondeu-lhe a mãe.
- Mas eu não estou morta?
- Hum… Acho que ainda não… – sorriu-lhe.
- Mas então isto é um sonho? – Sónia não estava a perceber.
- Agora vais ter de continuar esquecendo as coisas más. O teu passado já era, Sónia. Ainda tens uma longa vida pela frente e não podes continuar agarrada às recordações…
- Mas…
- É quando o mundo parecer acabar que encontramos sempre alguma coisa que nos traz força. E é essa força que vais encontrar agora, Sónia. – ela levantou-se, deixando Sónia ainda ajoelhada no chão. – Continua a tua vida que eu continuarei sempre contigo!
- Mãe não me deixes! Por favor!
- Estarei sempre contigo, Sónia. – disse-lhe, desaparecendo pelo clarão.
- NÃO! – gritou Sónia e nesse momento tudo ficou escuro.
- Ela mexeu-se? – ouvi uma voz. – Sim ela está a mexer-se! Chamei um médico, ela está a acordar! Read the rest of this entry »
Quando o mundo parece acabar… Por: Celine
Capitulo 28
Acordou, novamente. Quase que não conseguia abrir os olhos por causa da claridade. Abri-os lentamente e conseguiu ver várias pessoas à volta dela. De repente, colocaram-lhe uma máscara de oxigénio. Sónia percebeu. Olhou à sua volta e estava a entrar no hospital, numa maca, com paramédicos à sua volta. Começou a stressar, olhando para todos os lados. Será que já tinham chamado a polícia? Será que já sabiam quem ela era? A polícia devia de andar à sua procura e como as noticias se espalham rápido…
- Sónia! Sónia! – ouviu uma voz masculina. Levantou a cabeça e viu Gustav a tentar passar para chegar a ela.
- Vários ferimentos e hemorragias internas, traumatismo craniano e uma hemorragia grave no abdómen. Já perdeu muito sangue. – disse uma paramédica para um médico que se tinha aproximado e que agora acompanhava as pessoas que empurravam a maca e que tratavam dela.
- Sónia! Sónia! – ouviu uma voz masculina. Levantou a cabeça e viu Gustav a tentar passar por tanta gente para chegar a ela.
- Consegues ouvir bem? – perguntou o médico para ela. Sónia não respondeu, não entendo a pergunta. O médico abriu mais os olhos dela, cuidadosamente, com as mãos, e acendeu uma lanterna para examiná-la. – Não está em estado choque. Ela entende o que dizemos?
- Acho que não. – respondeu um enfermeiro que tratava dela.
- Sónia! – ouviu mais uma vez a voz de Gustav.
- Levem-na para a sala de observações, temos de ver o que ela tem.
- Ok, Dr. – respondeu a paramédica, empurrando as portas, para a maca puder passar.
Gustav era empurrado para trás, pelos vários paramédicos que passavam por ele. Ele parou de andar e ficou a olhar para Sónia, vendo-a desaparecer no meio de tanta gente.
Quando o mundo parece acabar… Por: Celine
Capitulo 27
Acordou, lentamente. Olhou à volta e viu que já não estava no mesmo sítio. Levantou-se bruscamente, assustada.
- Calma… – ouviu em alemão. Não tinha percebido, por isso ficou um bocado confusa.
Sónia sentiu uma grande dor no abdómen, tal como antes de desmaiar e quando olhou viu que tinha um grande penso naquela zona e nas outras partes do corpo que estavam feridas. Olhou novamente para a pessoa que tinha falado com ela. Era um rapaz com o cabelo curto e loiro, olhos muito hipnotizantes e uma voz doce e calma. Parecia ter mais ou menos a idade dela, ou então um pouco mais velho. Ficou a olhar para ele estática.
- Ah, desculpa, ainda não me apresentei. Eu sou o Gustav. – esticou-lhe a mão.
Ela fez uma careta, para dizer que não tinha percebido e pelos vistos ele também não percebeu o que ela quis dizer. Optou por falar em inglês.
- Desculpa, mas eu não percebo alemão… – disse-lhe.
- Ah, eu não sabia… – sorriu-lhe. – Como eu já disse, eu sou o Gustav.
- Sónia. – sorriu-lhe também, para ser simpática e olhou à volta.
Estava numa espécie de cabana, parecia daquelas cabanas de acampamento. E sim, de facto era. Tinha dois beliches, estando ele deitada num deles, uma mesinha centro e um armário feitos de madeira. Gustav percebeu que ela não sabia onde estava e começou a explicar-lhe. Read the rest of this entry »
Quando o mundo parece acabar… Por: Celine
Capitulo 24
Tom correu o mais que pode, enquanto o helicóptero já estava no ar. Tomou balanço e saltou, agarrando a escada. Antes que alguém desse conta que ele estava ali, começou a subir a escada, que abanava devido ao helicóptero já estar no ar.
Bill gritou pelo nome do irmão e todos olharam, vendo aquela cena. Um rapaz a arriscar a sua vida, tentando subir uma escada pendurada ao helicóptero.
Tom estava mesmo a chegar ao topo, quando…
- Hey! – exclamou um dos homens.
Sónia viu Tom e rapidamente entreviu. Levantou-se e viu um dos homens a tentar soltar a escada, para que Tom não entrasse no helicóptero.
- Pára! – gritou em inglês. O homem virou-se e ela com toda a sua força e com as mãos amarradas bateu na cara do homem que se desequilibrou para trás.
- Miúda estúpida! – levantou-se e agarrou-lhe pelo braço. Ela tentou fazer o mesmo, mas ele deu-lhe uma estalada, fazendo com que ela também caísse no chão. Acabou por bater com a cabeça na ponta de um banco, ficando tonta.
Tom lá conseguiu subir e já estava dentro do helicóptero. O homem que bateu em Sónia atacou-o, mas Tom desviou-se e ele acabou por se desequilibrar e cair do helicóptero.
- Sónia! – exclamou Tom e foi na direcção dela.
Nesse momento aparece Dirk.
- Hey! – exclamou ele. Tom virou-se para trás e acabou por levar um murro.
Dirk levantou-o e encostou Tom à parede, apertando-lhe o pescoço.
- Sabes, eu não tenho problema nenhum em acabar com miúdos intrometidos como tu! – disse ele e apertou o pescoço de Tom com mais força, fazendo-o sufocar.
Entretanto, Sónia apesar de tonta, tentava encontrar qualquer coisa que pudesse ajudar Tom. Mesmo à sua frente avista uma arma, sem pensar duas vezes pega nela e levanta-se do chão.
- Larga-o! – gritou ela.
Dirk virou-se para trás e riu-se.
- Ora, ora… A tentar salvar o namorado?
Sónia agarrou na arma com mais força e voltou a dizer-lhe a mesma coisa. Ele parou de sorrir, percebendo que Sónia estava a falar a sério, mas continuou a agarrar em Tom.
De repente, Dirk saca de uma arma e aponta-a à cabeça de Tom.
- E agora? O que dizes? – riu-se mais uma vez. – Se dispares, eu disparo!
- Depois de morreres, não me parece! – Sónia tentou mostrar-se mais dura possível.
- Ui, já me queres matar e tudo! Sabes, miúda…
De repente ouve-se uma explosão e sente-se um grande abanão, fazendo com que todos se desequilibrassem.
- Dirk! – gritou o homem que comandava o helicóptero. – A polícia está a atrás de nós e atingiu-nos! O helicóptero está a arder!
Tom aproveitou o momento e tirou a arma a Dirk e apontou-a a ele.
- Dirk, temos de saltar! – ouviu-se mais uma vez a voz desesperada do piloto.
- Vocês os dois não vão sair vivos daqui! Só há dois pára-quedas e não vou deixar que se safem! – gritou Dirk.
- Não somos nós que temos uma arma apontada ao peito! – gritou Tom.
Sónia tentava desamarrar as mãos, já que o nó da corda já estava mais fácil de tirar. Sentiu-se mais um abanão.
- Dirk! – ouviu-se o piloto.
- Ou baixas arma ou vamos morrer todos! – gritou Dirk.
- Não quererás dizer que se eu não o fizer que tu é que morres?
- Tom! – gritou Sónia. – O helicóptero está a perder altitude!
Dirk riu-se. Sónia pensava no que iria fazer para sair dali viva e que não acontecesse nada a Tom, afinal, tinha sido ela a metê-lo naquela confusão. Os segundos passavam e o piloto do helicóptero estava a perder controlo. Tom apontava uma arma a Dirk e Sónia tinha as mãos amarradas. Só havia dois pára-quedas e se ela não agisse rapidamente iriam todos morrer.
